COP 15 #Unidade 1 (Definições e Conceito do Tema: Mudanças Climática e Desenvolvimento sustentável)
COP 15 #Unidade 1 (Definições e Conceito do Tema: Mudanças Climática e Desenvolvimento sustentável)
Para discutir os assuntos
relacionados às mudanças climáticas existem desde 1995, conferências nas quais
representantes dos países participantes da Convenção – Quadro das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas se reúnem anualmente para tomar decisões, no âmbito
da ONU, sobre os problemas relacionados ao aquecimento global.
O último encontro foi 15ª
Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, conhecida como COP15,
realizada no mês de dezembro de 2009 em Copenhague, na Dinamarca. Esta
conferência representou um momento importante para a prevenção de desastres
climáticos, pois reuniu líderes de todo o mundo e pretendia definir o
comportamento dos países para a diminuição do aquecimento global.
Apesar de não ter atingido o
objetivo de estabelecer novas metas ou compromissos de longo prazo para a
redução das emissões de gases de efeito estufa, a COP15 foi muito importante,
pois abriu portas para alguns países participantes acertarem suas estratégias.
Um dos resultados mais relevantes foi que pela primeira vez as grandes
economias emergentes começaram a assumir responsabilidades para limitar o
aumento de gases de efeito estufa.
Apesar de pontos positivos, o
encontro também foi palco de discordâncias representadas pela acusação por
parte da China e de outros países em desenvolvimento de que os países ricos se
recusaram a realizar cortes significativos nas emissões de gases causadores do
efeito estufa, e não ofereceram ajuda a economias menores para lutar contra as
mudanças climáticas.
Segundo especialistas, para atingir
os objetivos traçados, os países precisam investir em eficiência energética,
buscando soluções que reduzam o consumo de energia; substituir combustíveis
fósseis por fontes energéticas alternativas; e investir em novas tecnologias.
Existem estimativas que serão necessários aproximadamente US$30 bilhões, no ano
de 2010, para que os compromissos firmados pelos países em desenvolvimento na
redução da emissão de gases sejam atingidos. Até 2020, este valor deverá
atingir US$120 bilhões.
Após o evento a cúpula terminou sem
um acordo com valor legal ou obrigatório, com os países participantes apenas
reconhecendo a necessidade de que o aumento na temperatura global não
ultrapasse os 2º C, mas não foi capaz de estabelecer valores para a redução na
emissão dos gases que provocam o efeito estufa.
Embora as metas não tenham sido
estabelecidas legalmente, sabe-se que para diminuir a emissão de gases de
efeito estufa, faz-se necessário adotar alterações profundas no modelo de
desenvolvimento econômico e social, através de medidas que possibilitem a
estabilização da concentração global de carbono até 2017, quando os níveis
deverão começar diminuir para que possam chegar a ser 80% menores que na década
de 1990.
Atualmente, 192 países participam
das negociações e a COP16 acontecerá no México, entre 29 de novembro e 10 de
dezembro de 2010, visando incrementar o Acordo de Copenhague, que busca limitar
o aumento das temperaturas a não mais que 2º C em relação às registradas nos
tempos pré-industriais. Espera-se que esse novo encontro represente uma
possibilidade mais concreta para mudar o cenário atual.
Efeito Estufa - #Unidade 1 (Definições e Conceito do Tema: Mudanças Climática e Desenvolvimento sustentável)
DEFINIÇÃO
A designação efeito estufa
se refere ao mecanismo atmosférico natural que mantém o planeta aquecido, com
temperaturas ideais para a existência de vida na Terra. Embora esse assunto
esteja bastante presente nas discussões científicas atuais, trata-se de um
fenômeno atmosférico que acompanha a vida do planeta desde o início da sua
existência. Atualmente, costuma-se associar o efeito estufa ao aquecimento da
Terra devido à poluição do ar pela concentração de gás carbônico na atmosfera
proveniente da queima exagerada de combustíveis fósseis.
COMO FUNCIONA O EFEITO
ESTUFA
Sabemos que a Terra é
iluminada pelo Sol e que a vida existente aqui depende da energia luminosa
irradiada por ele. Quando os raios solares atingem a superfície terrestre parte
deles é absorvida pelas plantas para a realização da fotossíntese e a outra
parte é refletida pela superfície terrestre em direção ao espaço. Porém devido
à existência de uma camada de gases atmosféricos, grande parte do calor fica retida
e não consegue sair.
O efeito estufa faz parte da
dinâmica do planeta e, graças a ele, a Terra é mais quente do que o espaço,
atingindo temperaturas ideais para a existência de vida. Se não houvesse essa
proteção, os raios solares seriam refletidos para o espaço, o planeta perderia
calor, e dessa forma, a Terra ficaria submetida a temperaturas inferiores a 10º
C negativos.
Planetas como Vênus e Marte
não possuem esse mecanismo e por isso podem atingir diferenças extremas onde as
temperaturas são elevadas durante o dia, acima de 200º C, e muito reduzidas
durante a noite, chegando a -100º C.
O processo de aquecimento
conhecido como efeito estufa ocorre quando parte da radiação solar refletida
pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na
atmosfera - ozônio, oxigênio e os componentes minoritários dióxido de carbono
(CO2) e gás metano (CH4) e outros. É esse mecanismo que
possibilita que o calor que a Terra recebe durante o dia mantenha a temperatura
elevada mesmo durante a noite.
Funciona da seguinte forma:
parte do calor irradiado pelo Sol é devolvida ao espaço, porém, uma porção
desse calor fica presa na atmosfera graças aos gases estufa (GEE) e é
responsável por manter o planeta aquecido. O problema é que o excesso dos chamados
gases estufa intensifica esse fenômeno e faz com que mais calor que o
necessário seja retido na superfície do planeta provocando o aquecimento global.
Em uma estufa de vidro cuja
finalidade é manter o ambiente interno aquecido, o mecanismo é muito simples: a
luz solar atravessa o vidro e é absorvida. O vidro reflete grande parte dessa
radiação, mas uma quantidade penetra no interior da estufa.
Pelas leis da física, todo
corpo que absorve energia radiante também a irradia de volta e isso acaba
levando ao resfriamento bastante rápido do objeto irradiado. Porém, nessa
situação quando as ondas de calor penetram na estufa e são irradiadas de volta
encontram o vidro que as reflete para dentro novamente, aquecendo o ambiente
interno. Se isso não acontecesse, o interior esfriaria.
Se imaginarmos que a Terra é
uma enorme estufa iremos compreender que as ondas de calor irradiadas pela
superfície terrestre encontram os gases de efeito estufa, os quais assim como o
vidro, funcionam como uma barreira que as refletem de volta, aquecendo a
atmosfera.
Apesar de muito comentado
como sendo um enorme problema ambiental o efeito estufa é necessário para a
existência da vida – o problema é que, quando ocorre em excesso, provoca um
aumento de temperatura acima do normal, o que acaba por ocasionar enormes
desequilíbrios ambientais.
Hoje em dia, sabe-se que não
somente os gases estufa provocam esse efeito. A fuligem da fumaça também
contribui para intensificar esse mecanismo. A fuligem proveniente da queima de
combustíveis provoca o sombreamento da superfície e esquenta a atmosfera, além
disso, modifica a formação das nuvens, o que muda o equilíbrio térmico do
planeta.
QUAIS OS GASES RESPONSÁVEIS PELO EFEITO ESTUFA?
Dióxido de Carbono (CO2):
Proveniente da combustão de combustíveis fósseis como petróleo, gás natural,
carvão, desmatamento é responsável por cerca de 64% do efeito estufa.
Diariamente são enviados cerca de 6 milhões de toneladas de CO2 para
a atmosfera e seu tempo de permanência na atmosfera é de 50 a 200 anos.
Clorofluorcarbono (CFC): Utilizados
em sprays, motores de aviões, plásticos e solventes utilizados na indústria
eletrônica. Responsável direto pela destruição da camada de ozônio, além de
contribuir com cerca de 10% do efeito estufa. O tempo de permanência na
atmosfera é de 50 a 1700 anos.
Metano (CH4): Produzido
nos campos de arroz, liberado pelo metabolismo do gado e pelo lixo. É
responsável por quase 20% do efeito estufa. Tem um tempo de duração de 15 anos.
Ácido nítrico (HNO3):
Proveniente da combustão da madeira e de combustíveis fósseis, pela decomposição
de fertilizantes químicos e por micróbios, é responsável por cerca de 6% do
efeito estufa.
Ozônio (O3): Origina-se da
poluição dos solos provocada pelas fábricas, refinarias de petróleo e veículos
automóveis.
A concentração de CO2 na
atmosfera começou a aumentar a partir da revolução industrial devido à
necessidade de queimar grandes quantidades de carvão mineral e petróleo como
fontes de energia para a produção de produtos industrializados. A partir desse
momento houve um aumento de aproximadamente 30% do CO2 atmosférico, o que
implica em mais calor retido pela superfície terrestre e, consequentemente, a
elevação da temperatura do planeta.
O gráfico abaixo demonstra
que a concentração de CO2 na atmosfera até 2100 pode alcançar valores que
variam entre 540 a 970 ppm – entre 90% e 250% acima do nível existente em 1750.
Essa é uma previsão preocupante para os habitantes do planeta, pois se os
níveis de CO2 não forem mantidos entre 350 e 400 ppm, haverá um aumento da
temperatura global acima de 2° C, o que irá determinar mudanças bastante
perigosas no clima.
Fonte: Imagem
extraída da publicação Perguntas e Respostas sobre Aquecimento Global,
elaborada pelo IPAN em parceria com The Woods Hole Research Center
O carbono é um elemento
básico na composição dos organismos, e por isso, indispensável para a vida no
planeta. Ele é estocado na atmosfera, nos oceanos, nos solos, nas rochas
sedimentares e nos combustíveis fósseis, como petróleo, carvão mineral e gás
natural. O carbono não permanece fixo em nenhum desses estoques e várias
interações acontecem para que o carbono seja transferido de um depósito para
outro.
Existem diversos organismos
nos ecossistemas terrestres e aquáticos, que absorvem o carbono encontrado na
atmosfera na forma de dióxido de carbono (CO2), funcionando como filtros que
retiram da atmosfera mais carbono do que emitem. Existem as queimadas e
desmatamentos, resultantes do mau uso da terra e são essas atividades que
acabam por alterar os fluxos naturais entre os estoques de carbono e têm um
papel fundamental na mudança do clima do planeta.
Estima-se que os níveis de
CO2 no Brasil estão relacionados à destruição das florestas, pois 3/4 das
emissões de carbono vem de atividades de uso do solo, tais como o desmatamento
e as queimadas. Ao contrário, as emissões provenientes da queima de
combustíveis fósseis são menores em relação a outros países, pois o Brasil utiliza
fontes de energia renováveis como a energia hidrelétrica.
Somente devido ao
desmatamento da região Amazônica, nosso País emite por ano, cerca de 200
milhões de toneladas de carbono, o que coloca o Brasil entre os cinco países
mais poluidores do mundo, representando aproximadamente de 5% das emissões
globais.
Entre as fontes de outros
gases de efeito estufa podemos citar os fertilizantes utilizados na
agricultura, que liberam óxido nitroso (N2O), a produção e o transporte de gás
e petróleo, os arrozais, os processos digestivos de ruminantes, que emitem
metano (CH4), e os condicionadores de ar e refrigeradores que emitem
halocarbonos.
Os cenários de emissões são
uma representação do desenvolvimento futuro das emissões de substâncias que
potencialmente são capazes de interferir na radiação solar – por exemplo, gases
de efeito estufa e aerossóis. Essas representações são baseadas em um conjunto
coerente e internamente consistente de hipóteses relativas aos diversos agentes
antrópicos (tais como demografia, desenvolvimento socioeconômico, mudança
tecnológica) e suas interligações. Cenários de concentração de emissões são
utilizados como subsidios para modelos climáticos a fim de viabilizar para
fazer projeções sobre possíveis aumentos das mudanças em curso.
O Sistema Climático da Terra - #Unidade 1 (Definições e Conceito do Tema: Mudanças Climática e Desenvolvimento sustentável)
O clima terrestre é regulado, mais especificamente,
por elementos e processos que envolvem o fluxo de radiação solar, a atmosfera e
a superfície terrestre. São cinco os componentes principais:
Atmosfera: consiste em uma camada de ar que envolve o planeta,
dividida em sete faixas. A ciência que estuda o clima estuda as interações
entre as duas camadas mais próximas da Terra: a troposfera e a estratosfera,
essenciais para as trocas de energia entre as diferentes massas de ar e as
nuvens e entre a hidrosfera, a biosfera e a litosfera. Constitui o elemento
fluido dessas trocas, com formação de ventos, tempestades, ciclones e furacões.
Hidrosfera: compreende as águas oceânicas e continentais.
Criosfera: corresponde às camadas de gelo e de neve na
superfície da Terra.
Superfície
terrestre e biosfera: superfície da
litosfera (crosta terrestre) onde se encontram os seres vivos e não vivos.
O quinto elemento importante na regulação do clima
terrestre é a radiação solar, e todos os fatores mencionados se encontram
influenciados por ela. As diversas atividades e as trocas gasosas
características dos ecossistemas terrestres e oceânicos têm forte interação com
a atmosfera. Elas influenciam a formação de chuvas fundamentais à produção da
água potável existente na terra. Nesse contexto, o brilho do Sol é o maior
responsável por regular os processos que determinam a existência da vida na
Terra.
O clima se modifica sob a influência de três fatores
centrais:
• Sua própria
dinâmica interna.
• As forças
externas naturais como erupções vulcânicas e variações solares.
• Os fatores
relacionados às atividades humanas, como a queima de combustíveis fósseis e o
desmatamento.
OS TIPOS DE CLIMA
No nosso planeta existe uma grande diversidade de climas
característicos de diferentes regiões. Dentre os tipos de clima existentes, os
principais são:
· Equatorial: Temperatura média 25° C, caracterizado por períodos quentes e chuvosos durante quase todo o ano.
· Tropical: Temperaturas variáveis. No inverno apresenta temperaturas médias superiores a 20° C, com períodos de seca. No verão, as temperaturas médias são superiores a 25° C, com período de chuvas abundantes.
· Subtropical: Temperaturas variáveis. No verão apresenta temperaturas entre 15 e 20° C e no inverno as temperaturas variam entre 0 e 10° C.
· Equatorial: Temperatura média 25° C, caracterizado por períodos quentes e chuvosos durante quase todo o ano.
· Tropical: Temperaturas variáveis. No inverno apresenta temperaturas médias superiores a 20° C, com períodos de seca. No verão, as temperaturas médias são superiores a 25° C, com período de chuvas abundantes.
· Subtropical: Temperaturas variáveis. No verão apresenta temperaturas entre 15 e 20° C e no inverno as temperaturas variam entre 0 e 10° C.
·
Desértico: Temperaturas
médias entre 20° C e 30° C, com clima seco.
·
Temperado: Apresenta
estações do ano bem definidas, podendo ocorrer alteração em regiões próximas
aos oceanos e mares, onde o inverno é menos rigoroso e o verão mais ameno.
·
Mediterrâneo: Temperaturas
médias superiores a 25° C, com verão quente e seco e inverno chuvoso.
·
Frio: Temperaturas
médias negativas, com inverno longo e rigoroso e verão curto e ameno.
·
De Montanha: Temperatura
variável: quanto maior a altitude menor é a temperatura. Mesmo em regiões
tropicais, o clima de montanha é predominante nesse relevo.
·
Polar: Temperaturas
abaixo de zero. O inverno é longo, o verão muito seco e curto.
·
Semiárido: Temperaturas
elevadas associadas à baixa umidade atmosférica.
O QUE MUDOU NO CLIMA DO MUNDO?
Para uma melhor compreensão das mudanças climáticas no
planeta, várias observações experimentais são realizadas por especialistas do
Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Para uma melhor
compreensão dos fenômenos climáticos, parâmetros como temperatura média,
precipitação pluvial, cobertura de neve, nível do mar, dentre outros, são
analisados detalhadamente e as conclusões indicam que o clima de nosso planeta
está efetivamente sendo alterado.
Sabe-se, por exemplo, que a temperatura média global
aumentou em relação a 1850 e em algumas regiões como o Ártico, observa-se um
aquecimento da ordem de 2° C. Os estudos demonstram ainda que nos últimos 14
anos, foram observados os 12 anos mais quentes da história.
Como tudo está interligado
na natureza, o aumento de temperatura tem provocado a elevação do nível do mar,
o derretimento de geleiras da Antártica, do Ártico e da Groenlândia e a
diminuição significativa da cobertura de neve no hemisfério Norte.
Pode-se notar algumas dessas
alterações climáticas, no período de 1850 a 2005, quando se registra um aumento
de 0,76° C na temperatura média terrestre; uma elevação de 160 mm no nível
médio do mar e uma redução de 1,8 milhão de km² na cobertura de neve no
hemisfério Norte.
Confirmando ainda mais o
quadro de mudanças no clima global, cientistas identificaram elevações nos
níveis de vapor de água na atmosfera, na precipitação pluvial em regiões
temperadas, na intensidade de furacões e na frequência e intensidade de períodos
de seca no continente africano e de ondas de calor em regiões temperadas.
Alguns estudos atentam
também para a responsabilidade da sociedade, uma vez que os riscos relacionados
às alterações climáticas são o resultado de processos físicos, mas também
consequência de ações e decisões humanas interligadas pelo mundo. Quando
pessoas exageram no uso de condicionadores de ar ou dirigem seus carros solitariamente,
essas ações têm consequências que afetam regiões distantes como comunidades
rurais, áreas de risco, através de problemas ambientais que resultam em muitos
prejuízos econômicos e sociais.
O IPCC estima que até o fim
deste século a temperatura da Terra deve subir entre 1,8° C e 4° C e caso as
previsões sejam confirmadas muitas espécies poderão entrar em extinção, e como
consequência, pode vir a acontecer grandes mudanças na dinâmica dos
ecossistemas e na distribuição das espécies.
Consequências muito
negativas para a vida como a diminuição da oferta de água e alimento, a
acidificação dos oceanos, são exemplos de impactos negativos para espécies que
habitam os mais variados ambientes do globo. O cultivo de alimentos também
poderá ser afetado o que aumentará o risco de fome para muitas populações e há
ainda o risco na distribuição e produção de determinadas espécies de peixes,
com efeitos negativos para a aquicultura e os criatórios de peixes.
As mudanças climáticas
também podem afetar a saúde das pessoas e conforme Organização Mundial de Saúde
(OMS), estudos demonstram que a exposição às mudanças climáticas traz
consequências à saúde de milhões de pessoas, principalmente às populações com
baixa capacidade de adaptação.
Dentre os problemas estão o
aumento da subnutrição e de disfunções consequentes, com implicações no
crescimento e desenvolvimento infantil; a elevação da taxa de mortalidade; o
aparecimento de problemas de pele em virtude do calor; o surgimento de doenças
como malária, cólera e tuberculose, diarreia; o aumento da frequência de
doenças cardiorrespiratórias devido às concentrações mais elevadas de ozônio no
nível do solo; alterações na distribuição espacial de vetores de doenças infecciosas
e problemas relacionados à saúde mental.
É importante ressaltar que
os impactos na saúde variam de região para região e em função do tempo, à
medida que as temperaturas continuarem subindo.
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